
Bom o meu blog para mim é uma válvula de escape, mesmo não podendo publicar tudo que escrevo ou tenho vontade de dizer, diria que ele é meu diário oficial.
Na escola onde leciono, tenho alunos com mães suficientemente boas, ou suficientemente negligentes ou mães super hiper mega protetoras! Claro toda mãe quer o melhor para o seu filho, deseja que no nascimento tudo ocorra bem, que seja amparada nesse mundo de caos e siga os passos ditos ideais. Mas, às vezes, algo nessa estrada dá errado. As vezes na gestação a mãe adquire uma doença como a rubelula ou toxoplasmose e seu bebê nasce com grandes sequelas neurológicas ou fisicas. As vezes a genética contribui para que algo não saia conforme o ideal. Coisas ruins acontecem com todos, mesmo para aqueles que seguem a Cristo, por que não? Se Deus não livrou nem o seu filho amado da cruz, porque nos livrar de um assalto, perdas, crises ou até mesmo que um de nossos filhos sofram doenças? Estamos aqui para passarmos por aflições. Em João 16:33 diz: "Tenho vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo passareis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo". Precisamos aceitar as aflições como lições. As mães de criança com NEE precisam aceitar seus filhos como são. Não digo que a mãe não deva sofrer por isso, mas precisa aceitar a condição do filho e amá-lo como ele é e procurar entendê-lo para que ele não sofra mais do que o necessário.
Recebo na escola onde leciono uma criança com NEE, comprometido visualmente, neurológicamente, com traços autistas, usa fraldas e sua alimentação é especial. Amo-o demais. E sei que por lei ele está no lugar certo, frequentando escola regular, mas, talvez, hoje, lá não seja o ideal para ele. Levanto todos os dias essa questão. A lei o ampara para que frequente exatamente onde ele está, na escola, mas essa mesma escola, não recebe amparo para que ele a frequente. Então na parte da manhã recebe atendimento com a equipe multidisciplinar e a tarde frequenta a escola regular. Todos que estão lá o ajudam e me ajudam. Seus colegas brincam e passam por cima de todo o preconceito e crescerão compreendendo o diferente e o não ideal sem criar um bicho de 7 cabeças mas aceitando-o como qualquer um, pois me diga: quem é igual ao outro? Todos somos diferentes, complicados e que necessita de amparo. Mas gostaria de dizer que ele frequentando a escola sem recurso e sem auxilio é inviável. Não é o certo! Melhor seria ele ficar o dia inteiro com a equipe multi, do que lá comigo, trabalhando com giz de cera e papel. Já procurei trabalhar com ele igual aprendi na faculdade, sim, poderia ser melhor, sei que teriamos progresso, então, foi ai que entrou a questão: a mãe não aceitou a maneira que eu queria trabalhar, usando colchonetes e atividades que auxiliariam sua coordenação motorora fina e dos grandes músculos. Mas, a mãe, em uma das conversas com a coordenadora perguntou quando ele seria alfabetizado. A criança é comprometida para tal progresso.Então ela me perguntou se ele estava alcançando mérito nas atividades de pintura em sala de aula. Me deparei com um abismo. Nunca havia dado atividade de pintura para ele, mas "apenas" de estimulação. Essa criança não tem movimento de pinça e a ainda está na fase oral, ou seja, não consegue segurar por muito tempo um objeto e tudo leva à boca, inclusive o giz de cera. A mãe exigia que eu desse atividades de pintura para a criança, li os diagnóstico da piscicologa e da orientadora visual dele, em que diziam quais atividades seria adequado para ele. Então, percebi, que deveria fazer algo inusitado, não para satisfazer a criança, mas a mãe. Fiz uma rotina para ele, participa da acolhida, sento-o na cadeira (detalhe ele não gosta de sentar na cadeira, prefere o colchonete pois fica na posição mais adequada para ele), coloco a atividade em cima da mesa, pego sua mãozinha, que mal fica fechada, coloco o giz de cera para ele segurar, ele desespera e começa a chorar, mas continuo, ele abaixa a cabeça e eu, oopss, ele termina sempre com êxito sua atividade. Sem contar que tenho mais 20 alunos, sem auxiliar e ganho um salario minimo, e daí? Me formei para isso! "Se vira"! Acho que é isso que os pais e mães super mega protetoras pensam. Sei que ele vai desenvolver, mas a longos passos e não da maneira que a mãe quer, alfabetizado, escrevendo seu nome e fazendo contas de matemática, mas da maneira dele, talvez, nunca fale, nunca enxergue, nunca se comunique, nunca saia das fraldas, mas sei que ele vai desenvolver do jeito que ele conseguir e isso vai ser suficientemente bom, e mãe precisa aceitá-lo assim como ele é.
ATITUDES PARA A INTEGRAÇÃO ESCOLAR DE CRIANCAS COM NEE.
A partir da década de 1970 ocorreram profundas modificações na concepção da deficiência e da Educação Especial, dando lugar a uma nova forma de entender a problemática dos deficientes. O conceito Necessidades Educativas Especiais e a realidade de integração dos deficientes em escolas normais têm determinado notáveis modificações na concepção de currículo, nos métodos de ensino e na formação do professor. Esta reforma somente será uma realidade positiva se as pessoas estiverem conscientes das possibilidades de aprendizagem e interação da criança com NEE. Além disso o sistema educativo deve dispor dos recursos necessários para que esse ensino seja de qualidade e significativo para todos que participam desse sistema , pois ao observando o avanço de uma criança com NEE, abrangemos o nosso olhar como ser humano.
É necessário firmar que, a atenção dada às crianças com NEE, deve ser feito por um trabalho em equipe (psicopedagogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, médico etc.) o professor orientador junto com os professores especializados tem papel fundamental na atuação diária com o aluno.
A integração escolar dessa criança significa a aceitação de suas deficiências, dificuldades e o reconhecimento de todos de que ela tem o direito à educação. Essa criança com necessidades deve ter o direito não somente a educação mas deve usufruir da mesma e não se deve esperar que isso aconteça sem esforços nenhum, é preciso que eles também percebam suas dificuldades e lutem para que seus direitos sejam postos em prática, para isso a integração familiar é muito importante para o sucesso da criança neste processo educacional e social.
Esse processo não é fazer do deficiente uma criança normal, mas normalizar sua vida através de experiências ricas em aprendizado, ou seja, participação nas atividades escolares e sociais claro sem esquecer que muitas vezes é preciso de suportes e condições adequadas para que isso ocorra da melhor maneira possível.
A diversidade das crianças com NEE vem sempre unida a necessidade de dar resposta educativa diferenciada a esses alunos, sem perder o foco de que não é transformar o deficiente em normal mas dar condições de normalizar sua vida. É defendido na reforma educativa em andamento no nosso país, implica na inclusão de todos os alunos no sistema educacional normal, mesmo aqueles que apresentam maiores dificuldades. O conceito de Necessidades Educativas Especiais foi introduzido na LOGSE (Lei Orgânica de Ordenação Geral do Sistema Educativo) para dar resposta para crianças que, por diferentes causas apresentam dificuldades de aprendizagem e necessitam de uma ajuda diferente daquela fornecida a seus companheiros da mesma idade, para atingir os objetivos propostos. Por isso entra a (ACI) que é a adaptação Curricular Individualizada. Podendo buscar respostas fora do currículo estabelecido. E para atingir uma maior participação desse aluno é preciso a realização de ajustes ou adaptações no currículo normal da serie.
Quando falamos de ACI estamos falando de uma adaptação curricular individualizada em um alto grau de especialidades das praticas educativas, no sentido de adequar o currículo às necessidades educacionais que apresenta o aluno, e sem esquecer que a ACI deve ser um trabalho realizado em equipe.
ATITUDES PARA A INTEGRAÇÃO ESCOLAR DE CRIANCAS COM NEE.
A partir da década de 1970 ocorreram profundas modificações na concepção da deficiência e da Educação Especial, dando lugar a uma nova forma de entender a problemática dos deficientes. O conceito Necessidades Educativas Especiais e a realidade de integração dos deficientes em escolas normais têm determinado notáveis modificações na concepção de currículo, nos métodos de ensino e na formação do professor. Esta reforma somente será uma realidade positiva se as pessoas estiverem conscientes das possibilidades de aprendizagem e interação da criança com NEE. Além disso o sistema educativo deve dispor dos recursos necessários para que esse ensino seja de qualidade e significativo para todos que participam desse sistema , pois ao observando o avanço de uma criança com NEE, abrangemos o nosso olhar como ser humano.
É necessário firmar que, a atenção dada às crianças com NEE, deve ser feito por um trabalho em equipe (psicopedagogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, médico etc.) o professor orientador junto com os professores especializados tem papel fundamental na atuação diária com o aluno.
A integração escolar dessa criança significa a aceitação de suas deficiências, dificuldades e o reconhecimento de todos de que ela tem o direito à educação. Essa criança com necessidades deve ter o direito não somente a educação mas deve usufruir da mesma e não se deve esperar que isso aconteça sem esforços nenhum, é preciso que eles também percebam suas dificuldades e lutem para que seus direitos sejam postos em prática, para isso a integração familiar é muito importante para o sucesso da criança neste processo educacional e social.
Esse processo não é fazer do deficiente uma criança normal, mas normalizar sua vida através de experiências ricas em aprendizado, ou seja, participação nas atividades escolares e sociais claro sem esquecer que muitas vezes é preciso de suportes e condições adequadas para que isso ocorra da melhor maneira possível.
A diversidade das crianças com NEE vem sempre unida a necessidade de dar resposta educativa diferenciada a esses alunos, sem perder o foco de que não é transformar o deficiente em normal mas dar condições de normalizar sua vida. É defendido na reforma educativa em andamento no nosso país, implica na inclusão de todos os alunos no sistema educacional normal, mesmo aqueles que apresentam maiores dificuldades. O conceito de Necessidades Educativas Especiais foi introduzido na LOGSE (Lei Orgânica de Ordenação Geral do Sistema Educativo) para dar resposta para crianças que, por diferentes causas apresentam dificuldades de aprendizagem e necessitam de uma ajuda diferente daquela fornecida a seus companheiros da mesma idade, para atingir os objetivos propostos. Por isso entra a (ACI) que é a adaptação Curricular Individualizada. Podendo buscar respostas fora do currículo estabelecido. E para atingir uma maior participação desse aluno é preciso a realização de ajustes ou adaptações no currículo normal da serie.
Quando falamos de ACI estamos falando de uma adaptação curricular individualizada em um alto grau de especialidades das praticas educativas, no sentido de adequar o currículo às necessidades educacionais que apresenta o aluno, e sem esquecer que a ACI deve ser um trabalho realizado em equipe.

Ê Day, vc está escrevendo como a pastora, não que vc não escreva bem, mas o que ela expõe no blog parece que te inspira a escrever melhor. Gostei do que vc escreveu, merece até uma gorjeta. Acho que de gorjeta em gorjeta vc ganha mais dim dim e nem vai se lembrar que tem apenas um salario mínimo registrado na carteira.rsrs
ResponderExcluirMuito legal Day, eu gostei do texto...deu até vontade de conhecer seu aluno. Acredito que Deus te encaminhou para ajudar essas pessoas, e você certamente tem uma obra muito bonita com eles. Continue que sua recompensa é eterna. bjos
ResponderExcluirDay você é d+ filhota! O que importa o dinheiro? Faça sempre o seu melhor, não se esquecendo nunca de quem você é! E depois disso tenho certeza que alcançará grandes coisas. Faça seu melhor por essas cças!
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